Na rede

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terça-feira, dezembro 02, 2008

Falando de WordPress no Debate dos CMSs Livres



Fui convidado pelo pessoal da Artecom para participar do Encontro de Tecnologia da Informação semana passada em São Paulo. A proposta era participar de um Debate dos CMSs Livres, que reuniria especialistas no uso das mais populares ferramentas de publicação web livres, no caso: Joomla, Drupal e WordPress.

O fato do WordPress entrar no ranking da categoria CMS é significativo. Talvez tenha sido este o principal estímulo para eu participar, pois não vejo muito sentido nesta guerra santa fundamentalista que se forma em torno de plataformas, e acho que o título do painel tinha um certo apelo emocional (ou emocionante?). Até cheer-leader tinha (foto do Blagus, gente fina).

No que pude experimentar, o evento foi bem legal - a produção está de parabéns. Foi uma boa oportunidade para conhecer pessoas interessantes, e também para falar um pouco do porquê faz sentido utilizar uma ferramenta de blog num contexto onde você precisa fomentar o entendimento sobre as possibilidades da interatividade web em uma instituição pública. Veja (ouça) aí. Se gostar, ou não gostar, comente.

Agora estou na Índia, em Hyderabad, e o blog da vez é o do Internet Governance Forum (IGF). Confere lá, pois o tema é da maior importância para quem vê importância nas inúmeras coisas que se tornaram possíveis com a rede. Você acha que as liberdades conquistadas estão garantidas? Se liga...

terça-feira, novembro 04, 2008

Latinoware 2008 em Foz do Iguaçu, e Matt Mullenweg

Depois de muitos anos -- havia visitado quando criança -- retornei a Foz do Iguaçu, desta vez para apresentar o "Xemelê" no LatinoWare 2008.  Evento impressionante, tanto pela quantidade e qualidade do público presente (4.000 entusiastas do software livre de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai) quanto pela extensa programação -- 12 horas diárias ininterruptas de apresentações, mini-cursos e reuniões dos coletivos.


É notável que tal empreendimento seja realizado pela Itaipu Binacional, e aconteça no Parque Tecnológico que fica dentro da usina, em território binacional. A articulação da organização, tocada pelo incansável Frank Alcântara 2.o, me pareceu bastante consciente e sensível, e teve papel importante no sucesso do evento.

Só não deu para entender aquela palestra de encerramento, da Novel com a Microsoft, falando sobre 'bridges'. Nada contra a Novel com a Microsoft vir falar sobre 'bridges' em um evento de software livre. Absolutamente tudo contra deixar a platéia de simpatizantes do SL impossibilitados de sair do evento antes da realização da mesma. E com fome, pois a dita cuja começou às nove da noite (terminou depois das 10) e o único local de lanche no PTI havia fechado às 5 por absoluta falência do respectivo estoque. Isto para uma jornada acontecida em um sábado que começou no ônibus do hotel para a usina às 8 da manhã... Francamente, não entendi a proposta.

Matt Mullenweg e a galera WordPress

Para nós do MinC, uma atração à parte no evento era a presença do Matt Mullenweg, fundador do WordPress, e um dos caras que tem barbarizado na implementação do modelo de negócio do open source. E também a reunião da galera que ativa a formação da comunidade WordPress.br, Cátia Kitahara e turma (foto) [Vamos fazer o WordCamp, galera!!]. Vale também registrar a grata presença, em Foz, do dPádua -- um dos responsáveis pela gestação do conceito Xemelê no MinC.

Foi bem legal ter a oportunidade de conversar com o Matt, ver ele mostrar todo animado os features da versão 2.7 que está no forno, e também poder falar do Xemelê e da experiência que estamos tocando com WordPress no ministério. A deixa para o assunto foi quando Matt dizia da percepção dele sobre a evolução do foco do desenvolvimento da comunidade rumando dos 'plugins' para os 'themes', o que de certa forma descreve o que estamos compartilhando no Xemelê. 

O Guilherme Aguiar filmou (e tirou as fotos acima) e eu legendei lá no dotsub, para quem quiser conferir abaixo, vai o vídeo em que tento explicar para o Matt o que WordPress tem a ver com Xemelê.

quarta-feira, outubro 15, 2008

Promovendo a interatividade web em instituições públicas

O advento da Web 2.0 é na verdade a afirmação do diferencial comunicativo na Internet: a interatividade. O manejo das ferramentas de interação está cada vez mais disseminado e facilitado para usuários comuns da web, e a crescente participação destas novas audiências nas inovadoras e diversificadas instâncias de debate público da Internet -- das páginas de comentários dos blogs aos fóruns do Orkut, e hoje o Twitter -- colocam novos desafios para os responsáveis pela concepção e implementação de projetos web.

Para as instituições públicas, o processo de compreensão e posterior apropriação destes conceitos que evoluem na velocidade da luz não é ação trivial, principalmente pelo fato da gestão de projetos web não dispor de locus institucional específico, pois em geral, tais empreitadas são compartilhadas entre as assessorias de comunicação e as áreas de TI. Tal situação remete à contratação de serviços terceirizados especializados, que em geral não contemplam a devida capacitação da instituição para apropriação da web como plataforma de interação (diálogo) com seu público usuário, o que resulta em estagnação dos projetos.

Neste contexto, o desafio recorrente é: potencializar o pleno uso da rede para a comunicação institucional, promovendo a apropriação das ferramentas de comunicação (publicação e interatividade web) pelas equipes de comunicação, produção de conteúdo e relacionamento / atendimento a públicos usuários. Tal processo implica na descentralização da produção de conteúdo web na instituição, e na capacitação dos interlocutores internos para a conversa online.

Para enfrentar este desafio de maneira adequada, propomos recorrer a princípios motores da própria Web 2.0: ferramentas open source (software livre) / interfaces óbvias / modelos DiY (faça você mesmo) / uso intensivo de RSS e tags. A idéia é prover maior autonomia aos responsáveis pela criação do conteúdo, localizados nas áreas finalísticas, para que possam colaborar efetivamente na evolução das interfaces com os públicos usuários.

Partindo dessas referências conceituais, a idéia é utilizar plataformas que potencializem os efeitos participativos da rede, através de ferramentas da web 2.0. Tais ferramentas evoluem na medida em que são utilizadas e customizadas diretamente por quem domina os temas da instituição e, de acordo com o modelo proposto, se coloca em condição de operar a interatividade com o público da web.

Dessa forma, a estratégia de comunicação web pode ser apropriada pela instituição, assim respondendo às demandas específicas de cada órgão e evoluindo de forma sustentável como principal sistema de documentação institucional, comunicação e prestação de serviços e informações a públicos usuários.


Wordpress como CMS - Blogs para disseminação da Web 2.0 em instituições públicas

As ferramentas para publicação de blog, em geral, tem como pontos de destaque: (1) facilidade de uso, (2) arquitetura modular e dinâmica, (3) facilidade de configuração e gerenciamento pelos editores de conteúdo, (4) funcionalidades interativas nativas (ex: comentários nas páginas) (5) escalabilidade modular (novas funcionalidades / plugins) (6) uso intensivo de rss e tags.

Estas características atendem ao modelo que propõe a promoção da interatividade como princípio de utilização da web na comunicação institucional do órgão. Facilitando a capacitação dos colaboradores para operar a interatividade através destas ferramentas de publicação web, promove-se o alargamento da superfície de contato do órgão com seu público.

Entre as plataformas open source de blogs, o WordPress e sua ativa e competente comunidade de desenvolvimento chamou nossa atenção. A possibilidade de desenvolver funcionalidades em módulos, no formato de plugins, viabilizou os 'hacks' desenvolvidos pela equipe web do MinC para adaptar a plataforma WordPress ao funcionamento como um sistema de gerenciamento de portais. Estes plugins desenvolvidos pelo MinC, que transformam o WordPress em gerenciador de portais, estão sendo disponibilizados na comunidade Xemelê no Portal do Software Público.

O pleno êxito na utilização do WordPress para o gerenciamento do site institucional do MinC indicou que a opção era adequada. A dinâmica interna gerada pela flexibilidade de customização para os usuários que publicam os conteúdos surpreendeu. A possibilidade de criar novas áreas com layout e funcionalidades (plugins) específicos, e evoluir a arquitetura de informação de acordo com as demandas dos colaboradores, viabilizou um processo de descentralização adequado. Provendo autonomia e escalabilidade, facilitou a apropriação do website institucional para a promoção da interatividade com os públicos usuários.

ChatCast para Interatividade na Internet

Outra ferramenta desenvolvida pela equipe web do MinC, e também disponibilizada na comunidade Xemelê no Portal do Software Público, é o ChatCast. Trata-se basicamente de uma interface integrada do streaming de vídeo com o chat. Ao mesmo tempo em que o usuário remoto tem acesso ao audiovisual da conferência / apresentação em tempo real pela web, pode também acompanhar / participar da 'desconferência' -- debate entre membros da audiência online -- via chat. Em termos de tecnologia, a aplicação é bastante simples, e o chat poderá funcionar aberto ou com algum tipo de inscrição prévia. Uma forma de utilização interessante deste modelo é a projeção da 'desconferência*' (o chat) em uma tela no ambiente do evento transmitido, criando um 'loop' de feedback em tempo real, entre o evento presencial e a audiência online.


A comunidade Xemelê no Portal do Sofware Público
tem como objetivo inicial compartilhar as ferramentas para interatividade web desenvolvidas pelo Ministério da Cultura. A partir dos bons resultados colhidos com o modelo de implementação, propõe-se a difundir e evoluir colaborativamente os conceitos / aplicações / estratégicas de uso da interatividade para comunicação institucional de órgãos governamentais na rede.

O modelo tem se mostrado especialmente favorável para o uso da Internet em ações de integração interministerial / projetos compartilhados / ações público-privadas.

sexta-feira, junho 06, 2008

Wordpress no MinC: Xemelê e Software Público

Até para justificar o porque deste blog ser atualizado tão raramente, vale destacar o trabalho que estamos realizando na 'gloriosa' Gerência de Informações Estratégicas do Ministério da Cultura.

Os plugins que habilitam o Wordpress a gerenciar portais, os mesmos utilizados no site do MinC, começam a ser compartilhados no blog Xemelê. O primeiro foi o 'Gerenciador de Capas', e em contato direto com os usuários a equipe está 'arredondando' o tema 'Xemelê', que trará este e outros plugins (gerenciador de regras, limitador de categorias, etc.) já instalados. A publicação do tema completo deverá facilitar o entendimento da instalação e customização da solução wp para portais. Com o objetivo de disseminar o uso desta plataforma como ferramenta web para as instituições públicas em geral, lançaremos em breve a Comunidade Xemelê no Portal do Software Público.

Esta semana lançamos também a segunda versão do site do MinC em Wordpress, que incorpora os desenvolvimentos realizados desde o lançamento da primeira versão, em novembro de 2007. O Fabiano Rangel, 'teleiro' da equipe, apresentou bem os destaques do lançamento (trechos selecionados abaixo).

MinC Versão 2.0

  • Visual desenvolvido para usuários com 1024×768 pixels
    Uma modificação importantíssima, não só pelo aspecto visual do portal.. mas por ampliar todas as áreas de informação do site. A arquitetura de informação ficou agradável seguindo o padrão anterior e permanece com uma boa navegabilidade.
  • Theme validado pela W3C (XHTML 1.0 - CSS)
    Visual seguiu todos os padrões web atuais, ou seja, foi contruido integralmente seguindo todas as normas e características da W3C.
  • Mais interatividade com os usuários do portal
    Pode-se perceber a presença dos últimos comentários de usuários do portal em diversas páginas do site, tanto na capa do portal como em outras páginas internas do mesmo. Isso com certeza é um diferencial bastante atrativo para quem gosta de ver o que as pessoas discutem sobre os assuntos.
  • Função experimental de customização da interface
    Foi incorporada uma função de “Drag and Drop” ou seja, você pode arrastar as caixas de conteúdos e deixar o visual do portal ao seu modo. Uma funcionalidade bastante atrativa para quem gosta de um estilo próprio de visualização.
  • Mais espaço para o Cultura em Movimento,
    que é um espaço para publicação de imagens de artistas, designers, fotógrafos foi ampliada e pode-se observar as imagens de uma forma mais integra no novo topo do site.

  • Busca via Google Coop
    Busca interna no portal mais eficiente, selecionando corretamente os artigos e páginas relacionadas a palavra escolhida.
  • Menus de Navegação
    Os dois menus mais importantes do site foram modificados. Foi desenvolvido um menu estilo “tree-view” de exibição das categorias, subcategorias e páginas. Agora é possivel visualizar todas categorias de um assunto “X” sem precisar ficar se movimentando pelo portal.
  • Relacionamento entre páginas & tags
    Outra funcionalidade bastante interessante, pode-se ler notícias que se relacionam através das palavras chaves. As páginas linkam-se umas as outras para auxiliar os visitantes a ver conteúdos no mesmo tema.
  • Observações Gerais
    Quem diria que um simples “sistema de blogs” seria capaz de tanta funcionalidade e um visual como este… Parabéns à Equipe Web MinC!

segunda-feira, dezembro 17, 2007

WordPress no MinC: "Equipe Antenada"

Deu no WebInsider ("Ministério da Cultura adota Wordpress"):

"Equipes antenadas podem fazer o governo economizar uma boa quantia de dinheiro público adotando soluções abertas nos casos em que elas se encaixam bem."
E a equipe (da Gerência de Informações Estratégicas - DGE / SE) é antenada mesmo: Guilherme Aguiar (Coord. de Interface e Integração de Serviços), Marcelo Mesquita (Coord. de Suporte e Aplicações), Thatiana Dunice e Guilherme Barcellos (Relacionamento com Públicos), e Fabiano Rangel (Layout e Interface), contanto ainda com participações muito especiais de Hozielt Huston (Layout e Interface) e Rogério Pereira (Design e Arquitetura da Informação).

Posso dizer que o grande mérito da equipe foi o arrojo e a competência em bancar a implementação de uma solução que atende radicalmente aos requisitos e conceitos que alguns anos de experiência no ramo web governamental ajudaram a consolidar. A saber:
  • Ferramenta open source, preferencialmente do grupo LAMP (Linux, Apache, MySQL, PHP), e com uma comunidade de desenvolvimento já amadurecida;
  • Portfolio variado de funcionalidades implementáveis modularmente e facilmente customizáveis;
  • Facilidade de desenvolvimento de novas funcionalidades modulares (plugins);
  • Grande portfolio de plugins e templates (temas) disponíveis para estudo e adaptações;
  • Facilidade no desenvolvimento de layouts e templates customizados; e
  • Usabilidade intuitiva do sistema por parte dos usuários publicadores.

O fato do WordPress ter sido desenvolvido para gerenciar blogs -- o que caracteriza a presença online 'centrada na pessoa' -- confere à plataforma um alto grau de flexibilidade de customização para os usuários que publicam os conteúdos, seja em termos de layout e diferentes funcionalidades (plugins), seja na implementação de arquiteturas de informação específicas em seções secundárias. O conceito se encaixa perfeitamente na estratégia de descentralização da produção interna de conteúdo no órgão, e no movimento de apropriação da web como ferramenta de comunicação e prestação de serviços para com o público usuário da instituição.

Ao facilitar a vida dos editores de conteúdo com interfaces simples (óbvias, eu diria), e disponibilizar um leque de opções de customização contando com os últimos 'features' da blogosfera, o WordPress se torna automaticamente um sucesso junto à crítica (usuários internos / publicadores), e conseqüentemente, o resultado em termos de conteúdo gerado agrada em cheio ao público final (usuários externos).

Algumas adaptações tiveram que ser desenvolvidas para adequar o WordPress às demandas específicas do site institucional do MinC, entre elas a definição de privilégios de usuários para áreas específicas, uso diferenciado das categorias como áreas, e a possibilidade de dispor os posts de forma não-linear e por ordem de importância (livre edição de capas). Tais questões foram resolvidas de forma satisfatória com o desenvolvimento de plugins específicos, e como resultado obtivemos uma plataforma com capacidade de atender tanto às demandas centrais de integração dinâmica do conteúdo e gerenciamento de usuários, como também às customizações solicitadas pelos programas e ações do MinC em suas diversificadas estratégias para a web.

Em síntese, o que observamos no processo de implementação do WordPress como CMS do site institucional do Ministério da Cultura foi a vitória indiscutível da simplicidade, e isto tem chamado à atenção de muita gente. Desde o lançamento, temos recebido inúmeros contatos de outros órgãos de governo interessados em conhecer o modelo de implementação, e nossa idéia é compartilhar tudo o que desenvolvemos aqui no MinC -- temos todo o interesse em alavancar uma comunidade de desenvolvimento wordpress.gov.br.

Enquanto isso, o fato da notícia sobre a implementação do WordPress no MinC ter emplacado no dashboard do wp acabou gerando reações na blogosfera global. Não poderia deixar de registrar o movimento por aqui, não é mesmo? Afinal, no espírito do Global Voices, 'o mundo está falando, você está ouvindo?'.
Brazilian Ministry of Culture uses WordPress to manage their site. I really like the way they have put together various features and plugins to make the site more usable. Since I was introduced to BRIC, I have started to notice how the BRIC countries have started to become more involved in online media and publication.
[O Ministério da Cultura brasileiro utiliza WordPress para gereciar seu website. Gostei muito da forma como eles conseguiram reunir várias funcionalidades e plugins de forma a incrementar a usabilidade do site. Desde que fui introduzido ao BRIC, tenho notado como estes países (Brasil, Rússia, Índia, China) têm evoluído em termos de mídia online e publicação web]
Ministério da Cultura - Weblog Tools Collection

Das brasilianische Kultusministerium hat seine Seite komplett mit Wordpress gestaltet. Diverse Plugins und Erweiterungen und ein spaltiger Aufbau lassen die Seite alles andere als ein Blog wirken.
[O Ministério da Cultura do Brasil lançou seu novo website completamente gerenciado em Wordpress. Com inúmeros novos plugins e extensões, e um layout em 3 colunas, o site parece tudo menos um blog.]
Das brasilianische Kultusministerium nutzt Wordpress - Weblogs und Wikis

Mentre qui spendiamo carriolate di soldi per l’orribile portale italia.it, in Brasile il Ministero della Cultura, per fare il proprio sito, si affida a Wordpress. Stiamo vivendo in un paese in via di sottosviluppo.
[Equanto por aqui gastamos caminhões de dinheiro para desenvolver o horrível portal italia.it, no Brasil o Ministério da Cultura publica seu website em WordPress. Estamos mesmo vivendo em um país a caminho do subdesenvolvimento.]
Ministério da Cultura - Anonimo Italiano

Non so quanto sia costato, ma non credo i milioni di euri… Per piacere, troviamo un musicista, magari un chitarrista e facciamogli fare il ministro della cultura e anche dell’innovazione!
[Eu não sei quanto custou (o site em WordPress), mas certamente não foram milhões de euros... Por favor, encontrem um músico, talvez um guitarrista, e façamo-lo Ministro da Cultura e da Inovação!]
Ministério - Manicalarga.net

Wiedzieli wy, że plebejskiego Wordpressa używają nawet takie zacne instytucje jak np. brazylijskie Ministerstwo Kultury?
[não consegui traduzir... acho que é polonês]
wordpress.gov - Off the Record

Skillnaden mellan det svenska och brasilianska kulturdepartementet oroar. Ser vi skillnaden mellan dels ett piggt och vaket land, dels ett land som i fornstora dagar var en framträdande webbnation men som nu stagnerat?
[isto eu acho que é sueco... alguém sabe traduzir?]
Webben utvecklas - Sverige tittar förvånat på - Webbrådgivaren Fredrik Wacka

Come non rimanere affascinati da un progetto simile? Un blog che comunica tutta la vivacità di un paese caldo ed esuberante.
[Como não ficar fascinado com um tal projeto? Um blog que comunica toda a vivacidade de um país quente e exuberante.]
Il ministero della cultura brasiliano e l’esempio da seguire - Questo non è un Blog
Valeu equipe!! Vamos manter as antenas ligadas e seguir em frente.

quarta-feira, dezembro 12, 2007

A trajetória de um webmaster governamental

Passadas duas semanas do lançamento da nova versão do website do Ministério da Cultura em Wordpress (ao lado), creio que agora dá para falar com um pouco mais de calma sobre o projeto, a novidade que ele traz para o governo, e o significado que enxergo em tudo isso na perspectiva da Ecologia Digital.

Mas quero antes mencionar um pouco da minha bagagem como 'webmaster' governamental, que pode adicionar informação relevante para o que desejo comunicar. Ainda em 1996, no antigo MARE (Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado), tive a oportunidade de juntamente com Roberto Dantas, realizar o registro do domínio brasil.gov.br e publicar a primeira proposta de integração do conteúdo web governamental. Ou seja, sou jurássico no pedaço. Desde então aprendi a defender o conceito de que a Internet no governo merece ser pensada com dedicação exclusiva, por um setor específico na instituição que possa conceber e implementar o uso qualificado das possibilidades da web pelas diversas áreas fins.

Na época, eu e Claudio Sato montamos a Assessoria Especial de Informações Institucionais do MARE, criada pelo então ministro Bresser Pereira para pensar a rede e propor usos estratégicos no âmbito do projeto de reforma do estado. O entusiasmo e a percepção do Bresser no tema era muito estimulante, e chegamos a realizar algo que até hoje ninguém repetiu no governo: um chat onde o ministro respondia diretamente às questões dos servidores sobre as mudanças no Regime Jurídico Único (RJU). Isto foi em fins de 1996!

Depois estive no Ministério da Ciência e Tecnologia, onde novamente trabalhei em um setor especializado em Internet que se chamava Coordenação Geral de Informação e Difusão Científica. Assim como aconteceu no MARE e novamente por influência direta do Bresser, a área não estava subordinada nem à Comunicação Social nem à Tecnologia da Informação, e sim ligada à Secretaria Executiva -- ou seja, próximo ao centro de decisão. No restante do governo a Internet seguiu seu destino incerto, ora tocada à base de releases burocráticos típicos das 'ascoms' da esplanada, ora subordinada às interfaces herméticas da turma dos 'CPDs'. Arrisco dizer que a situação permanece mais ou menos igual...

Depois de alguns apuros após a entrada do Lula, naquele momento em que os técnicos de governo foram 'perseguidos' politicamente como se todos tucanos fossem, fui 'descoberto' pelo Claudio Prado, amigo de Gil, através deste blog (é isto que eu chamo de monetização). O encontro de Claudio com Letícia Schwarz, minha colega dos tempos do Bresser, viabilizou a minha ida para o Ministério da Cultura. A proposta era ser Gerente de Informações Estratégicas -- mais uma denominação criativa para disfarçar que nosso foco principal é a rede -- e estar localizado na Diretoria de Gestão Estratégica da Secretaria Executiva, trabalhando diretamente com a Letícia e com Juca Ferreira, o vice de Gil.

Devo dizer que foi no MinC de Gil que os conceitos da Ecologia Digital embutidos na minha atuação dentro do governo encontraram respaldo e fruição total. E posso dizer também que a recente publicação do website institucional do ministério em Wordpress traduz a vitória de um conceito fundamental: o de que a utilização da web como ferramenta de comunicação pública pelos órgãos de governo é tão importante e estratégica que não pode ser terceirizada -- deve ser apropriada organicamente pela instituição. E também não pode ficar refém de concepções limitadoras, como em geral o são as visões clássicas da comunicação e da TI governamentais. É preciso estar preparado para inovar, e neste sentido o 'do it yourself' (DIY) proposto pelo movimento open source é o caminho a seguir.

Entretanto, é preciso fazer ressalvas. A experiência demonstrou que escolher uma solução open source qualquer não basta. No segundo semestre de 2003, recém chegado ao MinC e bastante influenciado pelas movimentações que o Sergio Amadeu realizava para a adoção de software livre no governo, me engagei no GT de Compartilhamento e Otimização de Recursos do Comitê Técnico de Gestão de Sítios e Serviços Online -- que foi uma tentativa da SECOM-PR em colocar alguma ordem nos sites governamentais. Me propus a realizar uma pesquisa entre os 'webmasters' da esplanada (dos ministérios) para saber o que cada um utilizava, e o objetivo era propor uma estratégia comum para adoção de rumos tecnológicos na questão da gestão de conteúdo web.

Ao cabo de minha pesquisa de campo, me dispus a apresentar os resultados obtidos em um evento promovido pelo Serpro, em dezembro de 2003. Mal sabia eu que o tal evento cumpria o objetivo de apresentar para o Comitê Técnico o Zope-Plone como o CMS (content manager system) ideal para o governo, e que os dados de minha apresentação eram absolutamente dissonantes com o hype promovido pelos donos da casa e seus poderosos parceiros naturais -- os Ministérios do Planejamento e da Fazenda. O argumento principal do meu discurso na ocasião era o de que todas as equipes de desenvolvimento dos órgãos eram formadas em asp, e a migração natural no emergente contexto do software livre no governo seria o php. Apresentar como solução geral uma aplicação (Zope) desenvolvida em Phyton, e com um banco de dados específico, levaria fatalmente ao seguinte cenário: manter os webmasters nas mãos de especialistas externos, o que praticamente inviabilizava o modelo 'do it yourself'. Conheço instituições governamentais que pagaram 1 milhão de reais(!) para terem seus websites desenvolvidos e implementados em Zope, e hoje não conseguem evoluir porque não têm mais como pagar a conta.

Mas mesmo o 'do it yourself' tem suas ressalvas. Minha frustração em conseguir uma aliança de governo em torno de um CMS integrador viável me levou a buscar uma solução php/mysql simples que viabilizasse a formação de uma comunidade de desenvolvimento open source intencional -- de governo. Foi então que embarcamos no Waram, uma solução simples gerada pelo Maratimba na prefeitura de sampa (Marta). Resultado: com as enormes restrições de equipe no MinC, e a mudança de governo em sampa, ficamos presos solitários em uma plataforma sem comunidade, sem condições de desenvolver e configurar novas possibilidades. Foram dois anos de ralação para entender o que havia dado errado no conceito, e o passo seguinte não poderia errar o alvo. Ou seja, 'do it yourself', mas nem tanto.

Foi aí que chegamos ao Wordpress, mas isto já é assunto para outro post...